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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ANAC - Tarifas aeroportuárias seguirão critérios de eficiência e qualidade de serviço

Brasília, 26 de janeiro de 2011 – As tarifas aeroportuárias de pouso, permanência e embarque, cobradas pelos administradores de aeroportos brasileiros das companhias aéreas e dos passageiros sempre que é utilizada a infraestrutura para voos domésticos ou internacionais, passarão a ser reguladas por critérios técnicos que visam melhorar a eficiência do setor e a qualidade do serviço oferecido. O objetivo é definir metas para que os reajustes de tarifas sejam concedidos de acordo com o desempenho do administrador do aeroporto. Até hoje, não havia uma norma específica para o tema e os reajustes eram concedidos de forma única para todos os aeroportos, sem um critério pré-definido, após pedido do administrador e análise do órgão regulador.

Uma resolução aprovada ontem (dia 25 de janeiro) em reunião da diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece o modelo de regulação, em que serão definidos valores teto para as tarifas, com reajustes anuais, além de uma revisão a cada cinco anos quando serão novamente calculadas as metas dos aeroportos. O reajuste anual será efetuado pelo índice de inflação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, deflacionado por um Fator-X de produtividade esperada do setor.

A revisão a cada cinco anos será feita com a análise de custos e receitas das operações dos aeroportos. O reajuste das tarifas, no entanto, será calculado de acordo com o desempenho dos aeroportos, baseado no alcance de metas de eficiência atribuídas pela ANAC aos aeroportos e o nível de qualidade de serviço oferecido às companhias aéreas e aos passageiros. As metas de eficiência são calculadas em termos de redução do custo do aeroporto por passageiros e cargas transportados.

A partir de 2013, os valores das tarifas serão estabelecidos mediante compromissos que implicam em aumento da eficiência e melhoria da qualidade dos serviços dos aeroportos. Os ajustes dependerão dos resultados alcançados. Após a revisão em 2013, as metas serão reavaliadas em 2018, 2023 e assim sucessivamente. Esses parâmetros serão válidos tanto para as tarifas de pouso e permanência – pagas por companhias aéreas, de táxi-aéreo ou operadores de aeronaves particulares e outras sempre que utilizam os aeroportos – e para as taxas de embarque – que as empresas aéreas recolhem dos passageiros e repassam para o administrador aeroportuário.

Descontos ilimitados

A nova resolução prevê também que poderão ser concedidos descontos, pelos administradores aeroportuários, em qualquer das tarifas aeroportuárias com base em critérios objetivos, como facilidades de horários e de temporadas, que devem ser tornados públicos aos usuários com antecedência mínima de 30 dias. Já o teto previsto para cada tarifa poderá ser acrescido de até 20% em horários de pico, por exemplo, de modo a motivar o melhor uso da infraestrutura do aeroporto ao longo do dia. No entanto, a majoração no teto da tarifa em algum período deverá ser obrigatoriamente compensada por descontos em outros períodos, desde que, ao final de um ano, o valor médio arrecadado com essas tarifas não ultrapasse o limite estabelecido pela Agência.

As novas regras foram decididas depois de audiência pública pela Internet e presencial realizadas pela ANAC, quando foram ouvidas as companhias aéreas, Infraero e outros administradores aeroportuários e demais usuários.


FONTE: ANAC

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Belém continua fora dos voos internacionais

Uma das capitais mais estratégicas do Brasil, ainda tem carência de vôos internacionais, inclusive agora que apesar de ser a cidade mais próxima de Protugal, ainda não tem vôos diretos.


Tarso Genro acaba de bater o martelo e conseguiu quatro vôos semanais da TAP, entre Porto Alegre e Lisboa. Começará em junho, e o tempo de vôo será de 10h30. Enquanto isso, Belém a capital brasileira mais perto de Lisboa, continua esquecida. A Puma Air aguarda um acordo com o governo para decolar direto para Miami. A TAP idem, para a Europa. Os outros estados garantem, com desconto de ICMS, o ponto de equilíbrio do vôo. Foi assim Eduardo Braga conquistou oito vôos internacionais para Manaus.


FONTE: PUMA AIR NEWS


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Anac estima ocupação de mais de 90% nos voos em dezembro

RIO - A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, estimou na tarde desta segunda-feira, 22, que a taxa de ocupação dos voos na segunda quinzena de dezembro será de entre 90% a 95%. 'É diferente de outras épocas em que se a pessoa perde o voo, consegue-se realocar. Neste período, a taxa de ocupação vai para o máximo e quase não sobra espaço. Isso gera problemas porque os voos saem praticamente cheios' disse em coletiva no Rio, após se reunir com representantes das companhias aéreas e órgãos do governo.



Solange afirmou ainda que a previsão para o mês de dezembro é de 14 milhões embarques e desembarques. Ela destacou que esta é uma estimativa em que os números só poderão ser aferidos quando as companhias aéreas enviarem os dados para a Anac. O encontro no Rio teve como objetivo definir estratégias para evitar problemas de atrasos de voos no fim do ano.


Entre as medidas anunciadas está a proibição de overbooking (venda de passagens além da capacidade das aeronaves). Solange afirmou que as empresas que praticarem overbooking poderão ser punidas com restrição a autorização de novos voos e fretamentos. 'Pode-se congelar autorizações de voo e não permitir fretamentos', disse. Segundo ela, se verificado overbooking, a agência decidirá qual destas medidas será tomada. Ela disse que também há a possibilidade de multa para esta prática, mas considera as restrições punições mais fortes.
A presidente da Anac afirmou que a fiscalização será feita por agentes da Anac nos aeroportos, e disse que o órgão regulador estará atento às reclamações dos passageiros feitas pelo telefone de atendimento.

Por Glauber Gonçalves, estadao.com.br, Atualizado: 22/11/2010 14:51